Redes Sociais: onde vamos parar depois daqui?

20 Apr

Aprendemos muito sobre o que as redes sociais podem ou não contribuir para o desenvolvimento das estratégias de comunicação de uma empresa. A todo instante vemos soluções criativas e campanhas de marketing memoráveis e eficazes que tem alavancado o trabalho de Brand de muitas organizações que acreditam no uso de um canal social como meio de comunicação.

Até aí tudo bem, já que assim todos nós ganhamos uma grande dose de sabedoria, referência e experiência para aproveitar ao máximo o que está por vir. Mas, o que realmente está por vir? O que está à frente do marketing de mídia social? Onde o social media marketing pode nos levar ano que vem? E em três anos? E em dez anos?

Depois que li no Wanderlust sobre tendência para o marketing de turismo online, adaptei esse post para propor a vocês uma reflexão e juntos tentar imaginar o que estudos tendenciosos de 2010/11 sobre redes sociais reservam pra gente nos próximos anos.

Tudo recomeça em 2012

1. No próximo ano, os empresários abordarão as mídias sociais com expectativas mais realistas e, por conseguinte, desfrutarão de um ROE (return of engagement) mais positivo.

2. Talvez seja o ano em que a verba dos players que não acreditavam na ferramenta até então, será melhor redistribuída.

3. O boca a boca online se tornará mais sofisticado e o número de pessoas que buscam recomendação na rede aumentará consideravelmente. Assim como os blogs pessoais  em defesa e em detrimento de marcas ganharão maior relevância perante os olhos dos anunciantes.

4. O poder social dos “movimentos online” serão alavancados e terão ainda mais força no mundo real.

5. As marcas mais maduras terão mais facilidade para envolver os seus clientes através de canais sociais.

6. O social media marketing vai finalmente receber o apoio financeiro que merece. As marcas vão perceber que eles não podem ser sociais sem a entrega de conteúdo valioso e relevante.

7. Marketeiros pensarão com mais seriedade em criar ferramentas e recursos que estimulem o compartilhamento do produto/marca pela rede e pensarão em conteúdo interativo e em vídeos úteis que as pessoas vão realmente ver. Seus planos vão integrar campanhas sociais nas estratégias de comunicação global, com metas atingíveis e sistemas para rastrear seu retorno sobre o investimento.

8. Os profissionais de redes sociais começarão a se profissionalizar de fato e o número de vagas com esse perfil triplicará.

2014: Midia Social será onipresente

1. Como a mídia social tornar-se-á mais onipresente e as empresas aumentarão o nível de investimento online, as ações nessas redes se tornarão mais interruptiva e irritante para o usuário. Em resposta, os consumidores vão encontrar maneiras de filtrar as mensagens que eles julgam agressivas e invasivas e passarão a ignorar as marcas que não são sensíveis ao seu desejo e à sua experiência social. As marcas barulhentas serão evitadas e o jargão “menos é mais” passará a prevalecer.

2. Os consumidores passarão a utilizar as redes sociais para registrar as suas reclamações e vão ser atendidos pela mesma ferramenta. A rede deixará de ser apenas uma porta de entrada para o trabalho de relacionamento e passará a ser parte integral em todo o processo.


2021: Submersos em redes sociais
multifuncionais

1. Em dez anos, a mídia social vai se tornar passiva e automática. O nosso day by day será imbuído por informações notificadas por amigos, marcas de bares, bancos e serviços. Seremos engolidos pelas experiências das pessoas que nos rodeia através de plataformas mobile, cada vez menores e multifuncionais.

No entanto, a maioria dos anunciantes ainda serão mistificados sobre como utilizar as plataformas sociais como um meio de venda, branding e relacionamento, no entanto alguns vão encontrar o sucesso criando entretenimento e mensagens de conteúdo dirigido.

2. Muitos entenderão o uso de aplicativos móveis e o governo terá políticas públicas para inclusão digital mais efetivas.

3. A porta de entrada para nossos filhos não será mais o orkut, serão os games e tablets. Além do número de crianças multitarefas que acessam o msn, o game, lêem o artigo da escola enquanto almoçam será extremamente maior.

4. Os crimes online estarão ainda mais evoluídos, assim como profissionais de direito digital.

5. O orkut ainda existirá, mas com uma relevância extremamente menor. O facebook estará no apice de sua curva de maturidade e se Zuckerberg não pensar rápido, poderá perder share para uma nova plataforma que há de surgir.

E mesmo com toda essa evolução massiva, assim como a propaganda tradicional de hoje, uma parcela das ações em social marketing ainda serão ineficazes.

A eLife desenvolveu uma pesquisa sobre o Futuro das Redes Sociais e publicou 8 tendências para os próximos anos. Fica a dica de leitura:

O Futuro das Redes Sociais: será o fim do Orkut?

O Futuro das Redes Sociais: atendimento ao consumidor

O Futuro das Redes Sociais: marketing via Twitter

O Futuro das Redes Sociais: o fim de sites irrelevantes

O Futuro das Redes Sociais: insights em tempo real

O Futuro das Redes Sociais: foco maior no pré-compra

O Futuro das Redes Sociais: o fim das barreiras offline

O Futuro das Redes Sociais: sensores de movimento


Mel Oliveira é publicitária, trabalha com atendimento e planejamento estratégico digital. Tem experiência internacional em Planejamento e Marketing Digital e Especialização em Marketing pela Fundação Getúlio Vargas. Lecionou o Curso de Extensão em Marketing Político Digital na Universidade Federal da Bahia. Atualmente ministra palestras sobre comunicação online, é consultora em mídias digitais do Bahia Noticias e Analista de Planejamento Online da Ideia3 Comunicação.

Twitter: @meloliveira



8 Comentários to “Redes Sociais: onde vamos parar depois daqui?”

  1. Marcelo April 20, 2011 at 11:11 am #

    Eu olho para o Facebook e não o vejo apenas como uma rede social, acredito que Zuckerberg têm planos bem maiores.
    Entendo que ele quer fazer uma internet paralela onde as pessoas não deixarão de ter seus sites, porém terão uma “filial” no Facebook. E o modelo indexador? Oras o Like e os Comentários!
    Algo que realmente funciona e que o Google deixou escapar pelas mãos e vai tentar recuperar com o +1.
    O Google vai ter que pedalar muito nos próximos meses para recuperar o tempo perdido. Ou ele se organiza e aglutina seus produtos sociais ou estará fadado a uma grande queda.

    Para finalizar,
    Parabéns meninas, o Blog está muito bom mesmo.
    Abraço a todos.

  2. Carol Machado April 20, 2011 at 11:36 am #

    Oi Mel;
    As Redes Sociais têm o objetivo ainda mal definido para a sociedade, principalmente para empresas que visam lucros com estas, daí se instalam em meio a este “mar de oportunidades” e acabam recebendo resultados negativos por não saberem utilizá-las. Mas acredito sim, que isso seja apenas uma questão de ADAPTAÇÃO. Assim como o papel demorou para se tornar algo de acesso aproveitável e de influência , as mídias sociais precisarão deste tempo.Os outdoors comprovam isso. O texto está excelente e instigando uma reflexão. Muito bom. Abraços! Carol Machado

  3. Mel Oliveira April 20, 2011 at 11:41 am #

    Oi Marcelo, ótimo comentário.
    Acho interessante perceber que depois que o acesso ao facebook passou do google, as pessoas começam a questionar se isso realmente terá continuidade nos próximos meses/anos.
    Será que não vai chegar um momento em que o fb e o google andarão em paralelo e serão um complemento do outro?! Fica o questionamento.

    Abs! :)

  4. Leandro April 20, 2011 at 12:22 pm #

    Gostei deste post, tinha deixado minha opinião no linkbuilding.com e continuo com ela:

    Links são pessoas e sempre foram.

    E concordo com o Marcelo, o google vai ter que pedalar.

    A diferença foi que para o google as pessoas são o peixe, e para o facebook as pessoas são ao mesmo tempo o peixe e o anzol. As pessoas buscam e são buscadas, indicam recomendam e depreciam.

    O google vive a cegueira da visão: melhorar a “sua qualidade nas buscas”. Entre os resultados do google, prefiro a indicação de um amigo.

    O Facebook também incetivou a descentralização.

    Se não me engano temos a primeira rede social desenvolvida para um artista: Cláudia Leite.

    “http://www.claudialeitte.com.br/noticias/claudia-leitte-inova-e-lanca-rede-social-exclusiva/index.html”

    Novamente “pessoas” no centro.

    Já está acontecendo e acho que estamos na “Primeira Diáspora Digital”.

    Onde ficarão os linkbuilders? e os otimizadores de sites?

    Excelente o seu artigo!
    Parabéns

  5. Marcelo April 20, 2011 at 12:59 pm #

    Oi Mel,
    Eu vejo que algumas pessoas (principalmente os profissionais mais novos de internet e SEO)olham para o Google como se ele fosse a Internet.
    Antigamente perguntavam se você tinha um Site.
    Hoje a pergunta é se você está entre os primeiros na SERP.
    Amanhã com certeza vai ser: Quem indicou? Quem falou bem? Quem avaliza? Onde é? Quanto custa?
    O Google até pode andar ao lado do FB, porém ele precisa se organizar, decidir o que querem e parar de lançar produtos inúteis que em meses são abandonados.
    Na boa, o Google pra mim parece uma empresa de filhinho de papai mimado que adora comprar coisas brinca uma semana e joga pro lado.
    O Facebook é fechado, chato, irritante as vezes mas tem foco. Quando erram eles mudam rápido (FBML e Share.
    O google é genial só que muito mimado.
    Ps. falando em redes sociais do Google, alguém sabe pra que serve o Google Friend Connect? Será que o Google sabe?

  6. Mel Oliveira April 20, 2011 at 3:39 pm #

    Oi Leandro,

    Show seu comentário. Principalmente quando vc diz: “Entre os resultados do google, prefiro a indicação de um amigo.”
    Isso não só acontece com você, como acredito que com a maioria das pessoas.
    E ratifico sua informação de que na rede, o foco começa a se distanciar um pouco de ser apenas o “conteúdo” tornando-se “pessoas + conteúdo”. Relevante observação!

    Oi Marcelo, se você descobrir para que serve o Google Friend Connect, descobre também para que serviu o Wave?! :)

    Abs!!

    • Helena Gabrielle April 21, 2011 at 12:56 pm #

      Olá, Mel…

      As redes sociais estão cortando aos poucos uma boa fatia do mercado marketing das empresas, não há duvidas. No entanto, ainda que todos estes avanços e esforços por parte dos profissionais seja real,sinto que os empresários titubeiam em acreditar no retorno do seu investimento. Em se tratar de cidades onde a tecnologia aparece num polo menor, muito do que já está obsoleto nas grandes cidades só será valorizado daqui há 1, 2 anos. As mídias digitais irão se aprimorar de acordo com a velocidade e sede dos profissionais que vislumbram espaço neste mercado. Acredito muito no sucesso das redes sociais e sua valorizaçao,trabalhar com esse ramo é um vício!!!

      Muito válida e proveitosa a sua análise!

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