Cobertura de Palestras do SMBR – antes tarde do que nunca

10 Jun

Estava devendo a cobertura do SMBR, como prometido neste post da Cléo. Uma boa cobertura de evento é feita na hora. Live blogging seria perfeito e era essa a minha intenção inicial. Entretanto, com a notícia logo na abertura de que não teríamos Internet, desisti da idéia. Aí veio a rotina, trabalho demais, tempo de menos e nada de cobertura do SMBR no SEO de Saia… Mas o evento teve palestras excelentes e eu fiz várias anotações enquanto as assistia. Por isso decidi que finalmente iria organizá-las e dividir aqui com vocês.

Então, se apesar do intervalo de uma semana você ainda se interessar pelo assunto SMBR, leia as minhas anotações abaixo. Fiz poucas observações pessoais e elas estão em itálico. E já aviso: coloquei tudo em um post só e ele ficou gigante. Não se assuste, cada título em negrito é uma palestra diferente, leia aos pouquinhos. 😉

Social mídia e outros jargões publicitários

Palestrante: JC Rodrigues (@jcrodrigues), professor na ESPM e Head do Disney Online Studios para América Latina na The Walt Disney Company.
“Social midia é uma velhinha fofoqueira”, brinca JC Rodrigues na abertura de sua palestra. Para ele, social media é contar uma história interessante e gerar conversa contínua, criar relacionamento.

“As empresas usam as ferramentas que deveriam ser usadas para contar histórias interessantes e gerar conversa contínua para continuar fazendo o que faziam na tv e no rádio”, criticou. Ele cita como mau exemplo o twitter da Dell Anno, que usa a ferramenta para falar da empresa o tempo todo. Ele também criticou promoções do tipo dê um RT e ganhe alguma coisa. “Isso é prostituição! É pagar alguém para te chamar de lindo”, compara ele.

Rodrigues fala da importância dos influenciadores e da importância de identificá-los em um grupo. Ele conta que a Disney identificou um grupo de 17 crianças que influenciam várias outras. Elas recebem tratamento especial e informações exclusivas em primeira mão, seguidas do pedido “mas não conte para ninguém” – o que surte efeito oposto. Assim, forma-se um ciclo: a Disney alimenta os influenciadores com informações privilegiadas, as outras crianças as admiram porque elas são bem informadas e os influenciadores propagam a empresa gratuitamente.

O melhor influenciador, segundo Rodrigues, é o crítico e neutro. Pessoas fanáticas por uma marca perdem a credibilidade, como seu amigo que é fanático pela Apple e tem pouca influência ao aconselhar a compra de um Mac.

Viralização. Por que as pessoas contam algo umas pras outras?

São tês fatores:

– Primeiro: Status. Eu quero ser reconhecido dentro de um grupo em função de algo que eu tenho ou sei antes de todos. Exemplo: o Orkut em 2005, quando as pessoas só entravam com convite.

– Fator 2: As pessoas querem fazer o bem. Por exemplo: emails que mãe manda. Utilidade, alerta, defesa de uma causa, emocional, como aqueles arquivos de Power Point de 10 megas com música, frases e poemas. Você quer passar a mesma sensação boa que aquilo te causou.

– Terceiro: Quer fazer o mal, prejudicar alguém. Exemplo: vídeos de alunas pegas fazendo coisas particulares ou pessoas se agrupando contra algo, como o Cala a Boca Galvão.

As tecnologias devem ser usadas como aliadas e não se pode esquecer da importância da marca. Exemplo: vídeo da Dell com a música do creo, que vulgarizou a marca ao tentar viralizar.

Na Disney, eles têm o Club Penguin, site parecido com o second life, mas para crianças. Nele, uma história é contada, com uma linha narrativa principal, influenciada pelos meios sociais. Eles possuem uma equipe de monitoramento dedicada para criar relacionamento e responder a e-mails das crianças.

Case: Amanda de 6 anos. Os pais da Amanda deram início a um blog quando se casaram e mantêm esse blog vivo há anos. Um dia, uma pessoa da equipe da Disney encontrou o blog e viu que a Amanda havia ganho dos pais uma festa, cujo tema era o Club Penguim. A mãe da Amanda também havia publicado um outro post, contando que o sonho da filha era comprar um brinquedo que é um personagem do club penguim. A equipe descobriu o endereço da Amanda e enviou o brinquedo e cartas para a família. A mãe fez outro post agradecendo ao club penguim, muito feliz com a empresa.

Ele encerra a palestra dizendo “Na Disney, não fazemos filmes, brinquedos ou desenho. Nós fazemos momentos”

O consumidor moderno: a influência nas mídias sociais na decisão de compra

 Desconferência com Claudir Segura (@claudir_segura) – professor da Puc, Sandro Rodrigues (@sandrorodrigues)- Centro Europeu e Martha Terenzzo (@marthaterenzzo9) – professora da ESPM e diretora da Inova 360

A Martha se interessa por consumo, não somente material, mas simbólico através das redes.  O foco sobre consumo tem aumentado, consumo versus redes sociais é um assunto que está surgindo.

Martha: De que consumidor estamos falando? Somos nós no dia-a-dia ou os outros do ponto de vista da empresa? A compra coletiva permite o acesso desse consumo e legitima o consumismo. As redes sociais influenciam em ser consumista ou em ser consumidor cidadão. A rede é de fato infliuenciadora? Mas o que é a rede? O consumidor e nós como pessoas consumimos por desejos, necessidades… A rede é meio e não fim. E ao ser meio, o que vai influenciar é cada pessoa. Quem são esses influenciadores e qual o poder de influência eles possuem? A rede é um meio, o que vai importar é como a pessoa que chega através da rede.
O poder dos blogueiros. Claudir começa dando uma notícia: a blogosfera acabou. Hoje os blogueiros se profissionalizaram, têm qualidade no que falam. Os jornalistas se tornaram blogueiros, o que foi fantástico. Os jornalistas usam as redes sociais que eles mesmo combateram. Substituição do poder individual pelo coletivo. Os profissionais nas redes sociais escrevem com propriedade, alguns não têm nem formação acadêmica, mas são excelentes. “Eu sou o que sou e como as pessoas me reconhecem”. Saímos de uma era em que éramos nicknames em redes de chats, com nomes falsos e mentiras. Hoje temos nome e sobrenome e a palavra de ordem é reputação. O papel de quem está nas redes sociais hoje é conduzir um consumo consciente.

Sandro criou um vídeo que se tornou viral do liquidificador mais silencioso do mundo. “A necessidade faz o homem”. Após três anos desenvolvendo o conceito, em um determinado momento houve atraso na entrega do produto. A primeira providência foi corte na verba de marketing. Ele perdeu 70% da sua verba e por isso decidiu recorrer à Internet. Favorável: o produto era realmente inovador, faltava contar a história de forma lúdica e interessante. O vídeo acabou se tornando viral. A disseminação do conteúdo: Sandro não sabia a importância dos influenciadores. Ele estava mais interessado no buzz do que no número de visualizações. Na primeira semana o vídeo foi comentado em mais de 25 canais de comunicação. O vídeo não teve tantas visualizações, mas gerou o buzz que ele buscava.

Pageviews e número de visualizações não são tão importantes quanto quem está vendo.

Martha: Exemplo da Starbucks em que a coletividade influencia no consumo. Consumidores interagem, dão idéias e a empresa responde. Nome do canal: minhas idéias do Starbucks. Ela lê o resultado de uma pesquisa americana: apenas 5%das redes sociais influenciam os consumidores. “Não adianta colocar a celebridade para vender seu produto, pode ser um tiro no pé”, disse ela e cita como exemplo a propaganda da Sandy Devassa.

Claudir: a gente precisa parar de consumir estatística americana. A realidade do Brasil é outra.

Martha: Ao contrário dos EUA, somos uma minoria na Internet. Quando a gente fala de consumo de coisas básicas que a gente precisa pra viver, a Internet não é influenciadora. O Brasil ainda não tem inclusão digital.

Sandro: As redes sociais servem para fazer o mapeamento de influenciadores. Discorda da nominação do Rafinha Bastos como a pessoa mais influente do Twitter. “Quem vai comprar um carro porque o Rafinha Bastos indicou?”, questiona.

Dependendo do seu mercado, você mapeia o comportamento do consumidor e eles te dão respostas sobre seu produto.

Martha: A gente sempre foi rede. Você precisa olhar para as pessoas e não para as ferramentas. Entender o ser humano. Para entender de consumo a gente tem que entender de pessoas. A rede é coletivo. Entender o contexto do mercado. Um consumidor de Santarém será diferente do consumidor de Porto Alegre.

Estão falando mal da sua marca, mas e daí?

Palestras de Maurício Vargas (@Mauricio_Vargas) – Presidente e idealizador do Reclame Aqui e Renato Vertemati (@renatov) – Coordenador do canal web do Boticário

O carismático Maurício Vargas abre a palestra.

“Amanhã queremos apontar o caminho das relações de consumo”.

Números do Reclame Aqui:

– 31.787 milhões de visitas no ano passsado.

– 80 milhões de consumidores irão passar pelo reclame aqui até dezenbro.

– 4 milhões decadastrados, 4milhões de visitas mês, 16 milhões de pageviews/mês, 30 mil empresas cadastradas.

– Número de cadastrados é pequeno em relação a visitas; As pessoas vão ao Reclame Aqui principalmente para procurar a reputação da empresa.

– Faturamento em 2010: R$ 3.5 milhões

– 50% mais reclamações que o Procon

– Tempo médio de resposta: 3 dias Reclame Aqui e 4 meses procon.

Novo consumidor: “Crianças entre 6 e 14 anos somam 1% dos internautas brasileiros. Você acha que elas irão ligar para o 0800 da sua empresa? Jamais!”

Perfil de quem reclama: Homem reclama mais do que a mulher (60%) e 57% tem grau superior.”O mundo mudou. Só vão permanecer as empresas que têm caráter”, disse ele.

Começa a palestra de Renato Vertemati

O Boticário marca presença das nas redes: Blogs, Orkut, Twitter, Youtube, Formspring, Facebook, Tumblr. Eles fazem monitoramento de tudo que falam da marca e palavras-chave relacionadas ao negócio.

Hoje respondem a 7% de manifestações sobre a marca em redes sociais. A meta é chegar a 10%.

Atendimento e marketing são dois departamentos separados no Boticário. Mas perguntas que chegam ao atendimento são encaminhadas para o marketing e postadas no Twitter para responder dúvidas que podem ser de outras pessoas.

“Nossa relação com o reclame aqui é saudável, pois ajuda a gente a contornar a situação”.

Total de manifestações sobre o Boticário na Internet: 179.270 de Janeiro a maio de 2011

Reclamações: 15.116. Dessas, 406 feitas no Reclame Aqui.

“Passamos por uma grande mudança de cultura. Falem mal e me deixem ouvir, para que eu possa contornar e deixá-lo satisfeito”

Pergunta na platéia: Em buscas pelo nome da empresa com primeira página repleta de menções no Reclame Aqui. O que eles recomendam para agências de SEO?

Resposta do Maurício: “A empresa tem que ter conteúdo. Se seu site é feito em flash, não vai aparecer lá no Google. O Reclame Aqui das empresas só aparece no Google quando elas não têm conteúdo relevante. A agência não deve se preocupar somente com um design bonito, mas tem que ter a capacidade para entender que o consumidor precisa de conteúdo. Quando seu site tiver conteúdo, ele vai empurrar o Reclame Aqui para a segunda página”.

Renato: “Se a pessoa busca pelo nome da empresa e o Reclame Aqui aparece nos primeiros resultados, a empresa não precisa de SEO, mas de uma otimização da empresa”.

Pergunta na platéia: Como o Reclame Aqui trata a desindexação da reclamação no Google quando o caso foi solucionado?

Resposta do Maurício: “Nós só retiramos a reclamação do site quando o consumidor solicita. Temos um canal direto com o Google que ele retira em 48 horas. Nós temos a política de não retirar a reclamação mesmo quando solucionada porque fica também registrada a resposta da empresa. Mas se o consumidor solicita a retirada a gente envia o link desativado e no próximo rastreamento a página é desindexada.” (Só uma pausa aqui. Ele disse que tem um “Canal direto com o Google”? A afirmação é quente e gerou um buzz entre SEOs na platéia. Mas ele provavelmente quis dizer que usa a ferramenta para Webmaster do Google ou o redirecionamento 301. Enfim, seguindo)

Renato: “Se o consumidor vê que o problema está resolvido, tudo bem. Nenhuma empresa é perfeita”

Maurício: “O Reclame aqui é a única rede social que dá nome, CPF, RG… se o consumidor está utilizando o Reclame Aqui de má fé, ele será bloqueado. Existem 2% de usuários do Reclame Aqui que realmente utilizam o site de má fé”.

Renato: “Se a pessoa perde as estribeiras, a gente traz ela para perto, faz contato telefônico, tira da rede para que os palavrões não falem mais alto do que o conteúdo que ela está passando pra gente”.

Maurício: As empresas costumavam usar o gerundismo “estaremos verificando” ou copiar e colar a mesma resposta. Hoje as empresas estão melhorando consideravelmente. A primeira coisa que empresa tem que fazer é ligar para o consumidor e conversar. “Nós vamos resolver o seu problema”. Depois que resolveu, vá ao Reclame aqui e escreva: de acordo com contato realizado, o caso foi solucionado”.

“Nenhuma empresa é perfeita. O reclame aqui tem 2 mil reclamações”, conta Maurício.

Social Content – Na vibe do branding do futuro

Bruno Tozzini (@Tozzini) – DM9DDB / Philippe Bertrand (@GulabGiri ) – DM9DDB

Fiz poucas anotações nessa palestra, talvez porque ela tenha acontecido logo após o almoço. Mas segue o slide da apresentação.

E o vídeo de uma ação que fizeram para a Brastemp

Brastemp Sorriso

Combinaram com 11 rádios de São Paulo que elas convidariam as pessoas a olhar e sorrir para o carro ao lado. Três milhões de views e muito compartilhamento.

Ações de engajamento: interação. Manter o relacionamento entre marcas e seus consumidores sempre ativo.

Social Media & Marketing integrado: o que há de novo?

Palestrante: Adriana Kevill @adrianak
A Adriana é brasileira, mas mora nos EUA há mais de 20 anos e começa se desculpando pelos estrangeirismos que vão acontecer durante a palestra.

 
O consumidor mudou: ele tem voz ativa, publica o que quer, sabe o que quer. As empresas estão tentando acompanhar esse novo consumidor.

As empresas tentam ser sociais. Fazem uma página no facebook, “twiram”(hehe, ela falava assim) porque está todo mundo “twiring”, pedem para a agência um vídeo viral.

Social mídia não é estratégia, mas uma ferramenta de negócios. Estratégia vem antes, táticas vêm depois. Primeiro a gente conhece nosso mercado, depois define nossos goals.

Quem está escutando? Escutar é diferente de monitorar.  Tem hora que você só vai ouvir e não interagir. Lista de ferramentas de “listen”

Quem é seu público? Não adianta mais ter dados demográficos, mas saber o que seu público faz nas mídias sociais, quem ele influencia.

“The engagement pyramid”

Você tem que saber se seu consumidor só observa, divulga, comenta, produz e seleciona informações.

Através de relacionamento você vai conquistar a confiança do consumidor para a sua marca.

Você não pode fazer qualquer coisa na Internet. Seu conteúdo tem que ser útil e divertido. Exemplo: Sephora que posta dicas de belezas para seus consumidores e Ikea, que dá dicas úteis e divertidas.

Você tem que produzir e publicar conteúdo com frequência, conhecer seu público, saber se deve escrever posts longos ou curtos. Quando você está publicando tem que tomar cuidado para saber como ele será encontrado pelo público: tomar cuidado com títulos, colocar vídeos em tamanhos padrões, mobile version of your site.

As pessoas interagem de forma diferente em cada canal.

KISS – keep it significant and shareble = diferenciação do mercado.

O que você quer? vender pelas mídias sociais, ficar conhecido, dar suporte aos clientes, idea storm: exemplo da Dell que pede idéias aos usuários, Relações Públicas (divulgar press releases), recursos humanos (recrutar funcionários)

Pode-se medir tudo em social mídia: engajamento, sentimento, tráfego, conversão… Mas existe ainda uma dificuldade de medir grana.

Dica: Liste tudo que você pode medir em social media e depois tudo que você precisa medir, de acordo com os goals estabelecidos. Definir quais ferramentas utilizar para medir o quê. O funcionário que vai analisar os dados deve ser imparcial.

ROI- Importante saber falar com o financeiro da empresa para poder gerar mais grana para as campanhas.

Social mídia tem impacto financeiro e não financeiro. Exemplo: comentários e likes geram impactos não financeiros. Mas se nessa página do facebook tinha um link que levou o usuário a uma compra, isso levou a impacto financeiro.

Pequenas e médias empresas resistem a social mídia porque não conseguem enxergar o valor. Saber falar a mesma língua ajuda.

O  VP da empresa não quer saber quantos followers ou RTs você recebeu, mas o gerente de marketing sim. Saber o que interessa para cada departamento.

Dell e Zappos- exemplos de empresas que usam social mídia de forma holística.

Likenomics -exemplo da Levis: criou uma loja no facebook e usuários dão likes nas calças.

Facebook deals: tem nos EUA e ainda não chegou aqui.

Transparência na web: vídeo da Dominos www.pizzaturnaround.com

Location: Jimmishoe fez promoção usando o foursquare.

QR codes ainda engatinhando nos EUA, mas na europa está mais avançado.

Links interessantes:

The Twitterverse, lista e reviews de ferramentas disponíveis: http://bit.ly/TwUni

Ferramenta para saber quando seus tweets recebem mais RTs: http://TweetWhen.com

“Weekends are best for facebook sharing and blog on weekends for comments”.

Distribuição de Press Releases: http://service.prweb.com

Curta a página de Adriana no Facebook para fazer o download da sua apresentação em facebook.com/AdrianaKnows

Link Building – Redes Sociais auxiliando no posicionamento no Google

Palestrante: Pablo Augusto @pabloaugusto

O nervoso Pablo inicia sua palestra explicando o que é link building e a diferença entre links follow e nofollow.

Link follow: obter posicionamento, tráfego, conversão, ROI.

Link nofollow: tudo acima menos obter posicionamento.
Sinergia entre link building e mídias sociais. Papel das midias sociais no processo é gerar interação, fazer com que o conteúdo chegue ao usuário.

Google Plus One: Toda vez que algum usuário dá um plus one no seu conteúdo, o seu  amigo aparece no resultado de busca. Gera alto CTR e link do follow no perfil do Google de quem curtiu.

Google Profile: Os seus links no Google Profile são dofollow e você pode personalizar o texto com âncora perfeita. (Nessa hora teve gente twittando que ele estava dando dicas de black hat, mas o exemplo que ele deu foi no perfil do funcionário do Google Pedro Dias. Esse povo fala! :D)

O Google comprou o PostRank, uma das maiores empresas de métricas de engajamento social em conteúdo da Internet: prova de que o Google dá importância ao social http://bit.ly/gpostrank

Ferramentas: namechk.com e knowem.com para colocar o nome da empresa nas redes sociais.

Dicas: Criar perfis nas redes sociais para dominar as serps com o seu nome.

Facebook – As notas do Facebook são indexadas pelo Google. Inserir link nofollow nas notas do facebook. Mesmo os links sendo nofollow, podem trazer tráfego para o site.

Fan pages e profiles do facebook – Apesar dos links serem nofollow, as fan pages e profiles do facebook são indexadas pelo Google e aparecem nos resultados de busca.

Orkut: as comunidades do Orkut também estão sendo indexadas pelo Google. Os links são nofollow, mas podem gerar links indiretamente.

Google é foco no usuário e vai fazer de tudo para ficar alinhado com o social.

“Usuário adora vídeo! Alto CTR e retorno para o cliente. Aproveitem porque está no começo, poucos já exploram os vídeos”.

Vídeos sitemaps: oportunidade de rankeamento.Posicione os vídeos do seu site nos resultados do Google. Vídeo sitemaps é link building. Isso gera buzz e links.

Artigos:

Videos sitemaps como estrategias de link building

Criando video sitemaps

Embeds: crie um mecanismo de embed próprio em seu site e ganhe backlinks espontâneos. Quando você coloca sua apresentação no slideshare, os embeds geram links para o slideshare e não seu site.

URLs próprias: Crie landing page com marca.com/twitter e marca.com/facebook em vez de facebook.com/marca. “Pare de trabalhar e gerar links para o Twitter e Facebook, gere links e conteúdo para seu site”.

Você tendo marca.com/twitter você não paga multiplicidade em comerciais.

Artigo: bit.ly/msocial


Invista em patrocínios: SMBR tem links para patrocinadores.

Seja alvo das matérias, reviews e coberturas de eventos, ajude os jornalistas.

“Seja social, interaja, responda às pessoas no Twitter. Cultive relacionamento e você vai ganhar links naturalmente”.

 

Mapeamento do uso das redes sociais nas empresas

Palestrante: Fábio Cipriani @fabiocipriani

Livro dele: Estratégia em Mídias Sociais nas empresas

Estratégia em mídias sociais é que nem pesca: uma parte das empresas foca em teconlogia, ferramentas. Essas empresas não encontram os clientes. O outro tipo de empresa olha o oceano, entende o tipo de peixe que quer pegar e tem mais sucesso na pesca.

Tendências: proliferação dos meios sociais e digitais, surgimento de novos influenciadores, mudança no comportamento dos clientes, crescimento do uso das mídias sociais pelas empresas.

O que está mudando nas empresas? Num primeiro momento as empresas acham que vão fazer campanhas nas redes sociais. Depois percebem que a complexidade é grande e então precisam pensar em estratégias e de ajuda de especialistas. As empresas ainda vêem as mídias sociais mais como ferramenta de mídia e não como plataforma de relacionamento. 79,9% investem até R$ 50 mil por ano.
Principal barreira que as empresas enfrentam: encontrar tempo para gerenciar mídias sociais ou comunidades. O problema é falta de investimento das empresas. Para ter dinheiro é preciso convencer o dono da empresa que existe valor em estratégias em midias sociais.

curta a página para download da apresentação:

facebook.com/estrategias.midias.sociais

site: www.fabiocipriani.com

Apresentação:

Além do Like: como fugir da mesmice competitiva
Palestrante: Juliana Lima  @julima
Novas regras do Facebook:
– Você não pode mais trocar likes por pirulito.
– Você não pode mais notificar os ganhadores da promoção na sua fan page.
A Apple proibiu promoções em que o Ipad é dado como prêmio, como “compre duas televisões e ganhe um ipad de graça”.
“E agora? Como não vou poder vender meu like? Como não posso dar Ipad? Como as pessoas vao gostar de mim?”, debocha ela.
Existem várias outras estratégias. Vamos tentar criar uma coisa que realmente conecte as pessoas.
Primeira coisa: não seja agressivo. Exemplo: página do The Washinton Post com 13 links para o facebook.
Ela AMA a Zappos!
Cita os exemplos da Zappos como modelo:
– Vídeos com pessoa comum mostrando produto; Reviews de produtos sem filtro; Entregas gratuitas de ida e de volta, caso o cliente não goste do produto; Mostram o que o usuário irá receber caso se subscrevam às suas newsletters; A zappos paga funcionário infeliz para sair da empresa. “Be passionate and determined”; Código de embed para blogs “eu amo zappos”; Jogo de luta entre os produtos dentro do site;
“Voces sabiam que é a gente que manda agora? Não é mais a marca, é a gente”.
Conheça sua audiência! Não precisa de afobação, querer entrar nas mídias sociais sem pesquisa, sem conhecer o público ou ter estratégia.
Indicação de livros: Inbound Marketing e Satisfação Garantida
Case: The Greateful Dead. Nos anos 60, eles competiam com Beatles e Rolling Stones. Naquela época, todas as bandas faziam show em massa para que as pessoas comprassem disco de vinil. O Greateful Dead percebeu que o público deles não era de massa, que eles nunca conseguiriam encher um estádio. O que fizeram: decidiram que o ganha pão deles viria de shows e não de venda de disco. Decidiram então dar fita cassete de graça ao público após os shows. Cada show era diferente. Resultado: legião de fãs. Eles conseguiram pesquisar o nicho deles e ser o melhor naquilo em que faziam.
Definição de social media no Wikipedia: ferramentas baseadas na internet para compartilhamento e discussão de informações entre seres humanos.
Facebook atingiu 700 milhoes de usuarios, em 2012 chegará a 1 bilhão. São pessoas e não cifrões.
“A internet pode ser 2 ou 3.0, mas a gente sempre vai ser 1. Todo mundo gosta de um like, de um abraço. Estamos lidando com pessoas”.
Apresentação:

 


Bom, as minhas anotações foram essas. Tem mais cobertura na página do SMBR e os organizadores ficaram de divulgar os vídeos de cada palestra. O evento foi ótimo, as palestras excelentes, mas bom mesmo reencontrar e conhecer pessoalmente tanta gente boa.
E você fez alguma cobertura do evento? Teve alguma palestra favorita? Deixe nos comentários abaixo. E até o Expon!



12 Comentários to “Cobertura de Palestras do SMBR – antes tarde do que nunca”

  1. SEO Brandup June 10, 2011 at 11:02 am #

    Trabalho sensacional Paula, meus sinceros parabéns, já está favoritado aqui, com certeza vai ser sempre um ótimo guia para este tema.

    Um forte abraço também para todos os palestrantes aqui citados, realmente agregaram bastante.

    Deus abençoe.
    @seobrandup

  2. Renato Bastos June 10, 2011 at 4:44 pm #

    Parabéns Paula.
    Ótimo post sobre o evento.

    Só não entendo como eventos como esse e do #13elw não tinham acesso á internet.

    Lamentável.

  3. Camila June 10, 2011 at 5:36 pm #

    Obrigada, sem internet ficou mesmo difícil acompanhar!

    • Paula Albocino June 10, 2011 at 7:35 pm #

      Olá Renato e Camila,

      A falta de Internet atrapalhou um pouquinho, mas não tirou o brilho do evento. Foi até bacana ver a solidariedade do pessoal com 3G compartilhando sinal com a galera. Mas isso precisa melhorar mesmo, vamos ver como será nos próximos eventos.

      Abraços,
      Paula

  4. Mauricio Vargas June 12, 2011 at 10:42 am #

    Ola Paula

    Adorei sua cobertura simples e objetiva.
    Inclusive quero lhe convidar para o nosso evento no Rio dia 06 de julho. http://www.reclameaqui.com.br/circuito

    Outra coisa…No seu texto você coloca o Renato do Boticário como sendo do Reclame Aqui.

    O correto é Mauricio Vargas do Reclame Aqui

    Beijos.

    • Paula Albocino June 13, 2011 at 11:14 am #

      Olá Maurício!

      Realmente eu havia confundido os nomes de vocês, já arrumei lá no texto. Obrigada pelo comentário e pelo convite ao evento, tentarei ir.

      Beijos,
      Paula

  5. Adriana Kevill (@AdrianaK) June 13, 2011 at 4:08 pm #

    Paula,

    Parabens pela corbertura. Obrigada por mencionar minha palestra (metade em Ingles, metade em portugues). Sabia que ia acabar recebendo piadas sobre as terminologias, mas… fazer o que neh?! Fazer a palestra toda em Ingles eh que nao iria dar para uma Carioca da gema 😉

    Espero poder te conhecer pessoalmente nos proximos eventos.

    Boa sorte,
    Adriana (@AdrianaK)

    • Paula Albocino June 13, 2011 at 6:06 pm #

      Oi Adriana!

      hehe Eu também morei fora (3 anos e meio em Londres, Dublin e Itália) e sei como é difícil voltar a falar português. Principalmente na nossa área que já é cheia de estrangeirismos! Sua palestra foi ótima, todos com quem conversei elogiaram.

      Obrigada pela visita ao SEO de Saia. Volte sempre! :)

      Abraços,
      Paula

  6. Pamela June 16, 2011 at 8:29 am #

    Adorei a matéria, muito esclarecedor para quem não e’ da área, e não freqüenta palestras como no meu caso.
    Vou divulgar!
    Bjss

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